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Num contexto de pandemia e de isolamento social, tornou-se ainda mais importante otimizar as nossas idas às compras.

Temos recebido mensagens dos nossos fregueses a partilharem algumas das estratégias usadas e estamos muito felizes e orgulhosos por, no meio deste desafio difícil, assistir a estes passos que prolongam a vida dos alimentos e reduzem o desperdício.

Uma das atitudes que defendemos e tentamos, sempre que possível, incentivar é a compra consciente. Ela nasce ainda nas nossas casas, num verdadeiro “RX” das nossas despensas. Algumas perguntas orientadoras podem facilitar este processo: O que é que já temos em casa? O que pretendo cozinhar na próxima semana? Há algum produto próximo do vencimento?

Pouco a pouco, a nossa lista de compras nasce e ajuda-nos a otimizar tempo, recursos, dinheiro e a minimizar o desperdício alimentar.

Todo o caminho que percorremos com a Maria Granel nos ensina muito. Cada pessoa que se cruza com o nosso caminho traz um “ingrediente” para continuarmos este caminhar. E foi neste processo que aprendemos (depois de muito erro, claro) a prolongar a vida dos alimentos no frigorífico.

Partilhamos algumas dicas para manter os alimentos “vivos” por mais tempo. Já as adotamos nas nossas casas e tem funcionado!

Antes de irmos às dicas, vale sublinharmos e incentivarmos (uma vez mais) a “desplastificação” do frigorífico. Abdicar das embalagens é recusar alimentos processados (pouco nutritivos).

Costumamos a dizer que um frigorífico sem plástico é um frigorífico mais feliz e saudável!

Dicas para um frigorifico saudável

A primeira e talvez a mais valiosa é, sempre que possível, escolhermos alimentos frescos, de preferência que venham diretamente dos produtores rurais. Há (ótimas) opções de cabazes de qualidade, que respeitam o meio ambiente e as pessoas que estão inseridas na cadeia produtiva.


Imagem: Quinta do Arneiro

Nós particularmente adoramos a Quinta do Arneiro e seus cabazes, sempre recheados de cor, sabor e nutrientes. Vale a pena conhecerem! Mas claro que há outras dezenas de opções igualmente “amigas do meio ambiente”. 

Uma das dicas que mais gostamos de partilhar é a dos paninhos de algodão. Eles remetem-nos às (doces) lembranças com as nossas avós.

O truque está em humedecer o pano, e envolver os legumes e folhas, também passadas por água e já secas. Aqui são bem-vindas as toalhas velhas de casa.

Vantagens dos “paninhos da avó”: A humidade do pano evapora lentamente e circula no frigorífico, assim mantém a frescura dos alimentos.

Frascos e contentores de vidro: Ótimas opções para armazenar restos de refeições, compotas, ervas aromáticas (com água), caldos e talos de vegetais, que podem ser reaproveitamos numa próxima receita.

A versatilidade dos frascos facilitam as nossas vidas na cozinha. Eles podem ir ao congelador, desde que tenhamos alguns cuidados:

  • Optar por frascos de boca larga;
  • Deixar um espaço livre entre o alimento e a boca do frasco (permite a expansão dos líquidos, por exemplo);
  • Ao retirar o frasco, deixa-lo descongelar à temperatura ambiente, sem acelerar o processo. Evite o choque térmico, isso pode partir seus frascos.

Podemos congelar (nos frascos) os legumes já cortados, refeições preparadas, frutas mais maduras, ervas aromáticas prestes à murcharem (podem ser picadas e colocadas em curvetes de gelo com azeite – dão um sabor extra mais aos pratos), leguminosas já demolhadas, cascas e talos de vegetais (para caldos), molho de tomate, e tudo aquilo que correr risco de "vida".

Sacos de panos: Item indispensável também nas nossas cozinhas, é nele que acondicionamos os pães (para serem congelados), frutas e também legumes e vegetais húmidos.


Imagem: Maria Granel

A boa notícia é que todos estes objetos são reutilizáveis, laváveis e amigos na arte de reduzir resíduos.

A nossa Eunice exemplifica algumas destas dicas neste pequeno vídeo.

Assista aqui!

E você tem algum truque infalível para minimizar o desperdício alimentar?

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Fonte: Desafio Zero; Farmers Market de Berkeley.